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2013/01/28

Sobre a solidão

Suspiro inquieto à solidão.
Sinto, cada momento, amargura
Que machuca, me fere, me tortura
Sem nenhum momento de mansidão.
Ainda vejo, ao longe, a imensidão,
Ainda sinto amor, paixão, ternura,
Tento não esquecer a formosura...
Mas já se foram, com exatidão!
Não sei mais o que é certo ou loucura,
Mas sei que se aproxima a escuridão.
A tristeza anda às voltas, me procura.
Não há como negar a lassidão,
a dor que minha alma não atura.
Quem me libertará da escravidão?
Filipe Fedalto - 07/01/2011

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